Nosso Futuro Comum: como a sua empresa pode ajudar?

22 jul 2020

A pandemia nos trouxe aprendizados como a importância do olhar coletivo para sobrevivermos à crise e diminuirmos o contágio, a relevância de uma postura coerente com responsabilidade social das empresas e o impacto das ações humanas no planeta ao vermos que o baixo tráfego de carros nas grandes cidades diminuiu imediatamente a poluição atmosférica, sendo possível ver um céu mais limpos e ouvir mais os passarinhos, por exemplo. Essas lições nos mostram que construir um futuro com a sustentabilidade como base, é essencial para a saúde e bem-estar das pessoas, o crescimento econômico das empresas e preservação do meio ambiente

Na realidade, este assunto já faz parte da agenda política de diversos dirigentes ao redor do mundo há algum tempo. O caminho trilhado para chamar a atenção sobre o assunto começou com o relatório Brundtland, mais conhecido como “Nosso Futuro Comum”.

Esse foi o principal marco dessa jornada em busca de soluções para tentar garantir um futuro sustentável para as novas gerações. Mas, afinal, o que é de fato e como surgiu o Relatório Brundtland?

O que é o projeto Nosso Futuro Comum?

Como tudo começou

O movimento em defesa do meio ambiente ganhou muita força nos últimos anos em virtude da evidente transformação do clima e como isso tem afetado o ecossistema, o cotidiano e as expectativas de futuro de todos nós. No entanto, essa preocupação já existe há muitas décadas e começou a despontar com o início do processo de industrialização.

Naquela época, as citações e alusões à preservação do ambiente aconteciam de forma mais sutil, por meio de poemas escritos por grandes nomes da literatura, nos quais exaltavam a natureza. Outro exemplo emblemático está no livro “Walden”, do escritor americano Henry David Thoreau, que simpatizava com a ideia de retornar à vida simples em contato com a natureza e suas leis.

Com o tempo, o processo industrial e seus subprodutos alcançaram uma escala muito preocupante. Após a Segunda Guerra Mundial, iniciamos a era nuclear, e com ela vieram os temores da poluição pela radioatividade. Foi quando os movimentos ambientalistas ganharam um impulso mais robusto e, em 1962 a cientista e escritora Rachel Carson publicou o livro “A Primavera Silenciosa”, no qual alertou sobre os perigos do uso de pesticidas químicos sintéticos na agricultura para a saúde humana e o ecossistema.

No ano de 1983, a Assembleia Geral da ONU criou a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), presidida pela médica Gro Harlem Brundtland — na ocasião, Primeira Ministra da Noruega — e Mansour Khalid.

Após uma avaliação feita sobre os 10 anos da Conferência de Estocolmo, a comissão foi criada a fim de promover audiências pelo mundo com o intuito de alcançar um resultado formal das discussões em torno do tema. Assim, o trabalho desenvolvido pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento resultou no documento denominado Nosso Futuro Comum (Our Common Future), mais conhecido como Relatório Brundtland.

Metas a alcançar

  • eliminação das guerras;
  • implementação de um programa de desenvolvimento sustentável pela ONU;
  • proteção pela comunidade internacional dos ecossistemas considerados supranacionais, como os oceanos, a Antártida e outros;
  • adesão da estratégia de desenvolvimento sustentável pelos órgãos e pelas instituições internacionais de financiamento.

O que a sua empresa pode fazer para contribuir com um desenvolvimento sustentável?

Chegamos a um ponto crítico que exige a participação de todos, se quisermos sobreviver e manter as mínimas condições de conforto e bem-estar. Nossas ações sustentáveis devem começar com atitudes corriqueiras e simples dentro do refúgio do lar.

No entanto, as empresas certamente podem e devem, sem demora, implementar novos hábitos e adotar políticas de preservação do meio ambiente. Além de contribuir com uma boa imagem das marcas, permite conservar o planeta, que é a nossa casa e promover saúde e qualidade de vida à sociedade como um todo.

Infelizmente, muitas empresas ainda estão engatinhando quando o assunto é mudar os costumes da rotina empresarial. Outras simplesmente resistem, pois não querem ter o trabalho de remodelar a estrutura organizacional de algo que julgam funcionar muito bem. Outra parcela de empresas entende que tomar medidas sustentáveis, em princípio, requer muito investimento e, por isso, não se dispõe a “perder” dinheiro nessa empreitada.

O caminho ainda é espinhoso, mas é inevitável que mais cedo ou mais tarde, todos embarquem nessa onda. A sua empresa já pode começar a tomar algumas providências e implantar um programa minimamente adequado ao desenvolvimento sustentável. Veja alguns exemplos:

  • usar novos materiais nas edificações (ecológicos);
  • aproveitar e consumir energia por meio de fontes renováveis, como eólica, solar e geotérmica;
  • reciclar todo material que possa ser reaproveitado de alguma forma;
  • consumir alimentos e água de forma racional, sem desperdícios;
  • reduzir o máximo possível o uso de produtos químicos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente;
  • abolir o uso de copos e outros artigos de plástico descartáveis;
  • usar equipamentos e máquinas econômicas;
  • promover ações internas de conscientização dos colaboradores;
  • desenvolver uma política de mobilidade que diminua as emissões de carbono, como o trabalho remoto (não deslocamento do colaborador), assim como disponibilizar bicicletários e vestuários para incentivar as pessoas irem de bicicleta, programas de caronas solidárias entre os trabalhadores e entre outras ações.

Muitas vezes, sentimos a sensação de que não teremos tempo de recuperar todo o estrago que já foi feito em nosso planeta. No entanto, a própria idealizadora do Relatório Brundtland se mostrou otimista ao dizer que a humanidade está avançando. Contudo, ainda está longe de executar tudo o que é preciso, e a realidade atual impõe, de forma categórica, a cooperação internacional.

Diante disso, Gro Harlem Brundtland recomendou o estabelecimento de uma nova concordância em termos de segurança: “Não haverá paz global sem direitos humanos, desenvolvimento sustentável e redução das distâncias entre os ricos e os pobres. Nosso Futuro Comum depende do entendimento e do senso de responsabilidade em relação ao direito de oportunidade para todos”.

O nosso futuro comum, portanto, está nas mãos de todos nós. Somos responsáveis pelas mínimas ações, cada papel jogado no chão, cada item de consumo desnecessário, cada voto mal direcionado e, também, cada ação que possa reverter os malefícios ou gerar benefícios para o meio ambiente e a sociedade. Então, a escolha é uma só: zelar pela nossa casa com firmeza, e neste exato momento.

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