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Economia compartilhada: como funciona e qual sua relação com a mobilidade?

Você tem ouvido falar da economia compartilhada, mas ainda restam dúvidas sobre o assunto? Não se preocupe! Neste post, vamos explicar o que ela é e apresentar as principais informações sobre o tema. Então, se você quer entender como tudo funciona e qual é a relação desse conceito com o setor de mobilidade e transporte, leia este artigo até o fim.

Por meio desta leitura, você vai conseguir compreender para que serve esse novo modelo econômico e também qual é a origem da economia colaborativa. Conheça os principais benefícios dos modelos compartilhados e seus detalhes, bem como as vantagens oriundas da economia compartilhada. Ficou curioso? Siga em frente!

Qual é a origem da economia colaborativa?

O termo “colaborativo” surgiu em 1978, em textos de pesquisadores conhecidos, como Marcus Felson e Joe L. Sppaeth. Mas a economia colaborativa somente teve início durante a crise mundial do ano de 2008, quando os consumidores começaram a procurar alternativas de redução de despesas diante da diminuição do seu poder aquisitivo.

O movimento surgiu para que as pessoas pudessem colaborar umas com as outras, com possibilidades advindas das novas tecnologias. As comunidades virtuais se conectaram, e os usuários passaram a realizar transações por meio da internet e seus celulares. Todavia, a visão da economia colaborativa ganhou espaço definitivo a partir de 2010.

Na época, Rachel Botsman e Roo Rogers foram os responsáveis pela criação dos conceitos do consumo colaborativo, que se referiram especialmente a estilos de vida e à partilha de bens e serviços. Atualmente, a economia colaborativa está presente em inúmeras atividades, por exemplo, propriedades compartilhadas, trocas, compras, aluguéis, empréstimos e assinaturas.

O que é a economia compartilhada?

Trata-se de um modelo econômico que tem as suas bases no consumo colaborativo e nas atividades de compartilhamento de produtos e serviços. As pessoas poupam recursos naturais e financeiros e aproveitam melhor os recursos ociosos, buscando o uso adequado entre diversos indivíduos e não tendo como prioridade a posse. Esse novo sistema se baseia em 5Rs:

  • reduza;
  • reuse;
  • recicle;
  • repare;
  • redistribua.

As empresas que se classificam como adeptas da economia compartilhada devem beneficiar os seus consumidores com o acesso aos serviços e bens subutilizados. Além disso, o negócio deve ter a sua construção nas redes descentralizadas, em aplicativos e nas plataformas digitais, promovendo a sensação de responsabilidade coletiva e benefício mútuo.

Como funciona a economia compartilhada?

Os princípios da economia compartilhada estão modificando a visão dos empresários quanto à oferta e à demanda no mercado. Ela também está mudando os relacionamentos entre pessoas e o modo como elas lidam com os bens materiais no seu cotidiano. Se em determinado momento a tecnologia nos afastou, agora ela faz parte do apelo para que todos se reúnam.

Novos laços são criados todos os dias, os valores são transformados e os relacionamentos passam a ter uma enorme importância para o sucesso profissional e pessoal. A revolução tecnológica realmente chegou para mudar o mundo e facilitou o funcionamento da economia compartilhada. Na opinião dos autores especialistas, esse novo modelo apresenta três fatores basilares, que dão sentido ao sistema:

  • mercados de redistribuição: itens que não são mais usados devem ser remanejados e colocados à disposição para quem necessite deles;
  • estilos de vida colaborativos: comunidades devem se reunir para compartilhar espaços, serviços, bens e, inclusive, o tempo;
  • sistemas de acesso a bens e serviços: usuários podem pagar para acessar produtos ou serviços durante certo tempo, sem precisar comprá-los.

Vale destacar que as mudanças estão acontecendo agora, em todas as partes e culturas e em escala global. Por isso, é importante estar sempre atento às novas oportunidades oferecidas pela economia de compartilhamento, tendo em vista que ela veio para melhorar a qualidade de vida e auxiliar no enfrentamento da crise econômica do mercado internacional.

Qual é a relação entre economia compartilhada, mobilidade e transporte?

O transporte público há algum tempo passou a ofertar serviços para um contingente elevado de usuários, de modo que os ônibus nos grandes centros estão sempre lotados, não dando conta de transportar tanta gente. As pessoas começaram a viajar em pé, sem ar-condicionado e de modo muito desconfortável.

Assim, a economia compartilhada se fez presente no setor de mobilidade e transporte, pois surgiu como uma solução que beneficia os empreendedores, os usuários e, principalmente, o meio ambiente. Com o uso de alternativas de compartilhamento de carona, tornou-se possível economizar mais, e uma parte dos veículos particulares também saiu das ruas. Portanto, a economia compartilhada:

  • melhorou significativamente a qualidade de vida de todas as pessoas;
  • reduziu o número de automóveis no trânsito;
  • diminuiu a ocorrência de acidentes e brigas ocasionadas pelo estresse.

Além do mais, possibilitou a interação entre pessoas, mudando a mentalidade individualista e consumista da maioria. Hoje, parte da população já faz reflexões sobre cooperação e preservação da natureza e está fazendo o uso de caronas compartilhadas para ir ao trabalho, pois tem consciência da necessidade de reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera.

Por outro lado, as empresas tiveram redução significativa nas despesas com transporte de seus colaboradores, uma vez que podem oferecer vale-combustível, incentivando as caronas compartilhadas. Dessa forma, as vagas dos estacionamentos das organizações ficam liberadas para receber clientes e outras pessoas que precisam acessar as estruturas.

Para que serve esse novo modelo econômico?

A principal função desse modelo econômico é proporcionar a ampliação do acesso aos bens e serviços de forma sustentável, os quais devem ser utilizados por todos de maneira racional e consciente. O objetivo é propiciar a otimização dos produtos existentes, dispensando a necessidade de produção e aquisição de novos bens, tendo como fundamento três pilares:

  • econômico;
  • ambiental;
  • social.

Fora isso, a economia compartilhada serve ainda para reduzir os custos dos usuários e gerar renda para os empreendedores. As práticas por ela estimuladas permitem a economia de dinheiro, diminuem a utilização de recursos naturais e geram vantagens para toda a sociedade. As informações são fornecidas ao público para que ele elimine o desperdício e valorize o meio ambiente.

Quais são os principais benefícios dos modelos compartilhados?

Como você pode observar, são inúmeras as vantagens obtidas a partir dos modelos compartilhados. Eles atingem todas as esferas da vida humana, interferindo profundamente nas questões sociais, ambientais e econômicas. Veja a seguir alguns benefícios interessantes:

  • democratização do acesso aos bens e serviços;
  • preservação dos recursos naturais;
  • redução dos impactos negativos no meio ambiente;
  • fortalecimento dos laços de confiança entre as pessoas;
  • consumo sustentável de produtos e serviços.

Enfim, agora você já sabe o que é a economia compartilhada e entende o quanto ela é importante para o futuro da humanidade. Ela é relevante nos setores de mobilidade e transporte, visto que o uso compartilhado de veículos minimiza a poluição do ar, que é indispensável para a manutenção da saúde e da vida em nosso planeta. Pegue carona nessa ideia e faça a sua parte!

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